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SENAR TRANSPARÊNCIA

Arco Norte se consolida no escoamento de grãos. Pará é aposta para próximos anos

Porto de Itaqui faz parte do Arco Norte, que vem ganhando destaque no escoamento de grãos. Divulgação MAPA.

Na esteira do aumento da produção nacional de grãos, o Arco Norte se consolida como um dos mais importantes corredores de escoamento para a exportação do País. A participação destes portos na movimentação da soja e do milho enviados ao exterior vem crescendo nos últimos anos e deve se expandir ainda mais. Uma das grandes apostas está no alto potencial do Estado do Pará.

De acordo com dados recentes do Ministério da Agricultura, o Arco Norte, formado pelos portos de Itacoatiara, no Amazonas, Itaqui, no Maranhão, Santarém e Barcarena, no Pará, e Salvador, na Bahia, responderam pelo embarque, de janeiro a julho deste ano, de 15,3 milhões de toneladas de milho e soja. Esse número deve crescer até 26 milhões de toneladas nos 12 meses do ano. O Arco Norte já corresponde a 24% do total desses produtos exportados.

“São portos que surgem como boas alternativas porque estão localizados em regiões em que as distâncias ainda são competitivas para o modal rodoviário, muitas vezes combinado com o hidroviário. Alguns dos portos são muito modernos, como o de Barcarena, inaugurado há pouco mais de dois anos. Este porto tem capacidade para receber os maiores navios do mundo, do tipo Valemax, pois tem calado de 23 metros de profundidade, o maior do País”, comenta o coordenador-geral de Infraestrutura, Logística e Geoconhecimento para o Setor Agropecuário, da SPA, Carlos Alberto Nunes Batista.

Ele lembra que ainda há espaço para movimentação ainda maiores destes volumes, uma vez que a capacidade de embarque desses portos alcança 40 milhões de toneladas. Um dos desafios está em melhorar os acessos.

“Algumas questões de logística, como obras na BR-163, devem ser solucionados já no ano que vem. Queremos evitar o que aconteceu este ano, quando filas de caminhões não conseguiram prosseguir. A concessão para a exploração da Ferrovia Norte-Sul também ajudará muito nesse processo”, acrescenta Batista.

Resolvidas as questões de logística até os portos do Arco Norte, o coordenador tem sua aposta para os próximos anos.

“O Estrado do Pará tem localização privilegiada, há espaço para crescer mais. No Sul de Belém, por exemplo, há estudos para três novos portos na região de Outeiro. Barcarena ainda pode crescer mais”, avalia ele.

Uma das vantagens competitivas do Arco Norte está na proximidade com os principais mercados consumidores de grãos. A viagem para a Europa e os Estrados Unidos fica muito mais rápida que as originadas no Sudeste. Para o mercado asiático, a rota é via Canal do Panamá.

“ O mais interessante é observar que estamos tendo aumento de carga em todos os portos do País. O Arco Norte ganha espaço e ajuda e diminuir a sobrecarga em Portos como o de Santos, por exemplo”, diz Batista.

O porto de Santos continua sendo o principal canal de escoamento de milho e soja. No período de janeiro a julho deste ano, pela cidade paulista, foram embarcados 21,4 milhões de toneladas destes produtos.  A expectativa é de que chegue a 37 milhões de toneladas até o fim do ano.

A movimentação em outros portos como o de Paranaguá (PR), de janeiro a julho deste ano, registrou remessas de 11,8 milhões de toneladas de soja e milho. Já os portos de Santa Catarina (Imbituba e São Francisco) embarcaram 4,8 milhões de toneladas. O porto do Rio Grande (RS) teve movimentação de 8,6 milhões de toneladas e o de Vitória (ES), 2,9 milhões de toneladas de soja e milho.

Por Equipe SNA/ Rio

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